As ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram desabitadas até
1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém, Pêro Escobar e João
de Paiva as descobriram na zona do Golfo da Guiné. A cana-de-açúcar e o cacau
foram introduzidos nas ilhas e escravos africanos foram importados, mas a
concorrência brasileira e as constantes rebeliões locais levaram a cultura
agrícola ao declínio no século XVI. Assim sendo, a decadência açucareira tornou
as ilhas entrepostos de escravos.
Numa das várias revoltas internas nas ilhas, um escravo
chamado Amador, considerado herói nacional, controlou cerca de dois terços da
ilha de São Tomé. A agricultura só foi estimulada no arquipélago no século XIX,
com o cultivo de cacau e café.
Durante estes dois séculos do Ciclo do Cacau, criaram-se
estruturas administrativas complexas. Elas compunham-se de vários serviços
públicos, tendo a sua frente um chefe de serviço. As decisões tomadas por este
tinham de ser sancionadas pelo Governador da Colónia, que para legislar,
auxiliava-se de um Conselho de Governo e de uma Assembleia Legislativa.

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